Instituto da Tireoide e Laringe

Existe exame para detectar precocemente o câncer de tireoide?

 Muitas pessoas acreditam que a presença de um nódulo na tireoide é sinônimo de cirurgia imediata. No entanto, o diagnóstico precoce e preciso evoluiu muito, contando hoje com exames que analisam o DNA das células para evitar procedimentos desnecessários.O ultrassom cervical é o exame de imagem mais importante e indispensável na avaliação inicial dos nódulos tireoidianos e na suspeita de câncer de tireoide. Ele se destaca por ser um método não invasivo, acessível, de baixo custo, isento de radiação e com excelente resolução para estruturas cervicais superficiais. No entanto, embora o ultrassom cervical seja o primeiro passo, ele não é o único caminho. O verdadeiro desafio médico não é apenas encontrar o nódulo, mas sim identificar, com segurança, se ele representa um risco real para a sua saúde. 

A punção de tireoide e o desafio do “resultado indeterminado”

 O exame tradicional para avaliar um nódulo é a punção (P.A.A.F). Ela funciona como um guia para sabermos se a doença é maligna ou benigna. Porém, em alguns casos, o resultado pode cair em um patamar cinzento: o nódulo indeterminado.Nessa situação, o médico não consegue afirmar com total certeza a natureza daquelas células. É nesse momento que associamos o resultado aos fatores de risco do paciente para decidir o próximo passo. 

Diagnóstico molecular: o exame que evita cirurgias desnecessárias

Para tirar a dúvida do resultado indeterminado, o Instituto da Tireoide e Laringe (ITL) utiliza o que há de mais moderno: o diagnóstico molecular.Este é um exame ultramoderno com alta acurácia, capaz de analisar se as células captadas pela punção são realmente de natureza maligna. A grande vantagem é que esse exame pode evitar uma cirurgia:
  • se o exame apontar células benignas: o paciente pode seguir apenas com o acompanhamento médico, sem precisar ir para a mesa de operação.
  • se o exame confirmar a agressividade: o cirurgião de cabeça e pescoço tem a segurança necessária para indicar a remoção total da tireoide.
Quer entender na prática como esse exame funciona e por que ele é um divisor de águas no diagnóstico?O Dr. Francisco Amorim gravou um vídeo exclusivo explicando os detalhes.

Fatores de risco: o que realmente causa o câncer de tireoide?

O câncer de tireoide não tem uma causa única. Ele surge a partir de uma interação complexa entre fatores genéticos, ambientais, hormonais e moleculares, que levam à transformação maligna das células tireoidianas (foliculares ou parafoliculares). A medicina ainda encara o surgimento dessa doença como um grande enigma: sabemos o que causa o câncer em apenas 10% dos casos. Entre os possíveis motivos conhecidos, temos:
  • Genética e hereditariedade: embora seja um fator importante, ele não explica a maioria dos diagnósticos. Porem sabe-se que paciente com parentes de primeiro grau com câncer de tireoide têm risco significativamente aumentado. No caso do carcinoma medular, a causa é diretamente genética em até 25% dos casos.
  • Exposição à radiação: este é um dos principais propulsores para o desenvolvimento de nódulos malignos na glândula, sobretudo quando ocorre na infância ou adolescência, tratamentos radioterápicos de cabeça e pescoço, após acidentes nucleares.
  • Hormonais: TSH elevado e persistente atua como fator proliferativo sobre a tireoide, podendo favorecer instabilidade genética celular. Por isso, bócios de longa data e hipotireoidismo mal controlado podem estar associados a maior risco, embora não sejam causas diretas isoladas.
  • Sexo feminino e influência hormonal: o câncer de tireoide é 3 a 4 vezes mais comum em mulheres, sugerindo papel dos estrógenos na proliferação celular tireoidiana. No entanto, paradoxalmente, os homens tendem a apresentar tumores mais agressivos quando acometidos.
  • Inflamação crônica e tireoidite: doenças inflamatórias crônicas, como a tireoidite de Hashimoto, estão associadas a maior incidência de carcinoma papilífero. A relação não é causal direta, mas o ambiente inflamatório crônico favorece alterações celulares.

O impacto histórico em Goiânia

Nossa região tem uma relação particular com esse tema devido ao acidente com o césio-137 em 1987. O contato com a radiação, mesmo que ocorrido há décadas, é um fator de risco que consideramos durante a consulta no ITL – Instituto da Laringe & Tireoide.

Além disso, pessoas que se expõem frequentemente a exames de raio-x ou radioterapia sem a devida proteção cervical correm riscos silenciosos. O uso de um colar chumbado para proteger a região do pescoço é essencial para evitar que a tireoide seja irradiada sem que você perceba.

 Mais segurança na decisão cirúrgica

O maior benefício de realizar um exame moderno como o diagnóstico molecular é a precisão na indicação do procedimento. Muitas vezes, o paciente tem apenas um nódulo pequeno, mas o exame molecular revela uma lesão extremamente agressiva.Nesses casos, em vez de uma conduta conservadora, o médico já parte para a remoção de toda a tireoide com a certeza de que está protegendo a vida do paciente. Por outro lado, se o exame direcionar para células benignas, o acompanhamento clínico substitui a necessidade de cirurgia.

Agende sua avaliação no ITL – Instituto da Laringe & Tireoide em Goiânia

A tecnologia do diagnóstico molecular e o olhar atento aos fatores de risco são os diferenciais que oferecemos para sua segurança. Se você tem um nódulo na tireoide ou histórico de exposição à radiação, não conviva com a dúvida.O Instituto da Tireoide e Laringe combina exames ultramodernos com a experiência do Dr. Francisco Amorim para oferecer o melhor caminho para sua saúde.

Perguntas Frequentes

1. O ultrassom de rotina consegue confirmar se um nódulo é câncer?

Não. O ultrassom identifica a presença do nódulo e características suspeitas, mas a confirmação só é feita através da punção (P.A.A.F) ou, em casos de dúvida, pelo exame de diagnóstico molecular.

2. O que significa um resultado "indeterminado" na punção?

Significa que as células analisadas não têm características claras o suficiente para serem classificadas como benignas ou malignas. É nessa zona de incerteza que o exame molecular se torna indispensável para evitar cirurgias desnecessárias.

3. O exame de diagnóstico molecular é indicado para todos os casos?

Ele é especialmente recomendado quando a punção inicial apresenta um resultado indeterminado. O objetivo é dar ao cirurgião e ao paciente a segurança necessária para decidir entre o acompanhamento clínico ou a cirurgia.

4. Quem teve contato com radiação no passado deve fazer exames com mais frequência?

Sim. A exposição à radiação é um dos poucos fatores de risco comprovados. Se você tem esse histórico, é fundamental realizar um acompanhamento preventivo regular com um especialista em cabeça e pescoço.

Foto de Dr. Francisco Amorim

Dr. Francisco Amorim

Dr. Francisco Amorim é Doutor pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e Mestre pelo Hospital Heliópolis. Ele é Titular do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (TCBC) e atua como médico credenciado nos Hospitais Mater Dei Premium e Israelita Albert Einstein, em Goiânia-GO.
Membro ativo da Sociedade Latino-Americana de Laringologia e Fonocirurgia, Sociedade Latino-Americana da Tireoide, Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço e da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF).
É diretor técnico do Instituto da Tireoide & Laringe (ITL), além de pesquisador e autor de artigos na área, destacando-se por sua contribuição significativa à ciência médica.

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