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Instituto da Tireoide e Laringe Instituto da Tireoide e Laringe

Sialoendoscopia

A sialoendoscopia examina por dentro os ductos (canais de saída da saliva) e pode tratar algumas obstruções no mesmo procedimento. Um endoscópio fino entra pela abertura do ducto na boca. A técnica é usada principalmente nas glândulas parótidas e submandibulares; a indicação depende da causa dos sintomas e da possibilidade de alcançar a alteração. 1

Quando a técnica pode ser indicada?

Dor e inchaço que se repetem, sobretudo nas refeições, podem acompanhar uma obstrução salivar. Cálculos, estenoses (estreitamentos do canal) e tampões de muco estão entre as alterações investigadas. Os sintomas orientam a avaliação, mas não confirmam sozinhos a causa. 3

A técnica também é estudada em doenças sem cálculo, como inflamação após radioiodoterapia (tratamento com iodo radioativo) e parotidite recorrente juvenil (inflamação repetida da parótida na infância). A indicação muda conforme a doença. A revisão de Erkul e Gillespie destaca estudos pequenos e frequentemente retrospectivos nesse grupo. 4

Boca seca ocasional pode ocorrer em situações de estresse. Quando persiste, merece investigação: medicamentos, doenças e tratamentos que afetam a produção de saliva estão entre as causas. Ter boca seca não basta para escolher um procedimento voltado ao ducto. 8

Na síndrome de Sjögren, a sialoendoscopia pode aliviar sintomas salivares em pacientes selecionados. A revisão sistemática de Coca e colaboradores (2021) encontrou possibilidade de melhora temporária, mas apontou poucos estudos e diferenças na avaliação dos resultados. Os estudos avaliaram sintomas salivares, sem demonstrar cura da doença autoimune. 5

Aprofunde a relação entre Sjögren e sialoendoscopia ou conheça a avaliação das doenças das glândulas salivares.

O exame pode diagnosticar e tratar no mesmo momento?

Ao visualizar o ducto, o médico pode avaliar a posição e a mobilidade de um cálculo, além das condições do canal. Quando o cálculo é acessível, instrumentos delicados podem retirá-lo. Cálculos presos ou em locais difíceis podem exigir outro acesso; encontrá-los não garante que serão removidos apenas pelo endoscópio. 2

Pergunte o que poderá ser tratado pelo ducto e quando será preciso outro acesso. A câmera pode mostrar um cálculo que os instrumentos não conseguem retirar por esse caminho.

Além da retirada de cálculos, a técnica permite irrigar o canal e dilatar estreitamentos. A abertura do ducto é dilatada aos poucos para introduzir o endoscópio; a irrigação ajuda a visualizar seu interior. O recurso utilizado muda conforme o achado. 1

Como é definido o procedimento?

A consulta considera os sintomas, os episódios anteriores e o exame da glândula. Ultrassonografia e, conforme o caso, tomografia ajudam a localizar cálculos. Tamanho, mobilidade e posição da obstrução influenciam a escolha entre retirada pelo ducto e acesso combinado com uma incisão. 2

A anestesia pode ser local ou geral. A equipe deve explicar a abordagem prevista e seus riscos antes do consentimento, além de fornecer as orientações de preparo. 7

Nas doenças sem cálculo, há estudos de irrigação com corticosteroide dentro do ducto. A revisão de Tsikopoulos e colaboradores (2025) encontrou possível benefício, mas também recorrência de sintomas e necessidade de repetir o procedimento. Os autores apontam a necessidade de ensaios randomizados e de avaliação dos resultados em longo prazo. Esses dados não definem, por si, qual solução deve ser usada em cada paciente. 6

A glândula sempre é preservada?

Preservá-la é um objetivo, não uma garantia. Pode haver dificuldade de acesso, obstrução residual ou retorno dos sintomas. Algumas pessoas precisam de nova intervenção ou retirada da glândula. A revisão de Beumer e colaboradores (2024) reúne doenças e técnicas diferentes, com estudos observacionais e risco de viés; seus resultados não permitem prever o desfecho individual. 3

Se a discussão envolver retirada da parótida, a página sobre parotidectomia explica essa operação.

Quais riscos e cuidados precisam ser discutidos?

Os riscos descritos incluem dor, inchaço, sangramento, infecção, perfuração ou novo estreitamento do ducto e alteração de sensibilidade. O perfil muda conforme a glândula e a necessidade de uma abordagem combinada. 3

Pode haver desconforto e inchaço após o procedimento. Cuidados com a boca, medicação, retorno ao trabalho e revisão devem seguir as instruções da equipe. Na técnica pelo ducto, o acesso é pela boca; uma abordagem combinada pode acrescentar uma incisão. A recuperação e a cicatriz dependem do procedimento realizado. 7 3

Febre, vermelhidão e dor com inchaço podem indicar infecção e exigem avaliação. 9 Dificuldade para respirar após o procedimento exige atendimento de emergência: obstrução da via aérea é uma complicação descrita na literatura. 6 Não espere resposta pelo canal de agendamento nessa situação.

Avaliação no Instituto da Tireoide e Laringe

O Instituto da Tireoide e Laringe atende em Goiânia e inclui a sialoendoscopia entre seus exames. O Dr. Francisco de Souza Amorim Filho, CRM-GO 14221, é especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, RQE 6935, e atua também em Otorrinolaringologia.

Conheça o Dr. Francisco Amorim, agende uma avaliação ou fale com a equipe para obter informações sobre o atendimento.

Perguntas frequentes

Se a ultrassonografia não mostrou cálculo, a sialoendoscopia perde a utilidade?

A ausência de cálculo não encerra a investigação de sintomas recorrentes. Estreitamentos e outras alterações do ducto podem ocorrer sem pedras. O médico avalia se a visualização interna acrescentará informação ou permitirá tratamento; um exame de imagem sem cálculo não é uma indicação automática. 4

Preciso ficar em jejum antes da sialoendoscopia?

O preparo depende da anestesia prevista. Peça à equipe as instruções de jejum e de uso dos seus medicamentos antes da data marcada; o preparo de outro exame não deve ser aplicado por conta própria. 7

Referências bibliográficas

  1. Vasconcelos ECG. Progressão do aprendizado da sialoendoscopia diagnóstica. Brazilian Journal of Otorhinolaryngology. 2016;82(2). DOI: 10.1016/j.bjorl.2015.10.007.
  2. Bannikova KA et al. Indications for the Use of Sialoendoscopy in Sialolithiasis. Sovremennye Tekhnologii v Meditsine. 2020;12(3):41–45. DOI: 10.17691/stm2020.12.3.05.
  3. Beumer LJ et al. Success rate of sialendoscopy. A systematic review and meta-analysis. Oral Diseases. 2024;30(4):1843–1860. DOI: 10.1111/odi.14662.
  4. Erkul E, Gillespie MB. Sialendoscopy for non-stone disorders: The current evidence. Laryngoscope Investigative Otolaryngology. 2016;1(5):140–145. DOI: 10.1002/lio2.33.
  5. Coca KK et al. Sialendoscopy and Sjogren’s Disease: A Systematic Review. Laryngoscope. 2021;131(7):1474–1481. DOI: 10.1002/lary.29233.
  6. Tsikopoulos A et al. Efficacy of Sialendoscopy with Steroid Irrigation for Non-Lithiasic Chronic Sialadenitis: A Systematic Review and Proportional Meta-Analysis. Journal of Clinical Medicine. 2025;14(15):5202. DOI: 10.3390/jcm14155202.
  7. Oxford University Hospitals NHS Foundation Trust. Sialendoscopy: information for patients. Dezembro de 2025. Documento OMI 118337.
  8. National Institute of Dental and Craniofacial Research. Dry Mouth. Informação para pacientes.
  9. NHS. Salivary gland stones. Informação para pacientes.

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