Nasofibrolaringoscopia
A nasofibrolaringoscopia usa um tubo fino e flexível, introduzido pelo nariz, para observar as cavidades nasais, a faringe e a laringe, incluindo as pregas vocais. As imagens ajudam a investigar sintomas e a avaliar alterações nessas estruturas. [1]
No Instituto da Tireoide e Laringe, em Goiânia, o exame é realizado pelo Dr. Francisco Amorim. Para solicitar agendamento e confirmar as orientações do seu exame, fale com a equipe pelo WhatsApp.
Quando o exame pode ser indicado?
O médico pode indicar o exame para investigar rouquidão, dificuldade para engolir, tosse persistente ou alterações da passagem do ar. A observação permite avaliar o aspecto das mucosas, o movimento das pregas vocais e a presença de lesões. A indicação depende da queixa e da avaliação clínica. [6]
Na região nasal, a investigação pode incluir obstrução, suspeita de pólipos, aumento das adenoides e alterações associadas a rinite ou sinusite. As imagens precisam ser interpretadas junto com seus sintomas e os demais exames. Uma alteração visível pode ter causas diferentes.
Para rouquidão que não melhora em até quatro semanas, a diretriz da AAO-HNSF recomenda examinar a laringe. A avaliação pode precisar ocorrer antes desse prazo quando há suspeita de causa importante, como rouquidão acompanhada de massa no pescoço ou dificuldade respiratória. [4]
Dificuldade importante para respirar exige atendimento de urgência. Não aguarde agendamento de um exame eletivo.
Como a nasofibrolaringoscopia é realizada?
O endoscópio passa por uma das narinas e avança até permitir a observação da garganta e da laringe. Em geral, o paciente permanece acordado e sentado. Durante a avaliação, pode receber orientações para respirar ou emitir sons, conforme as estruturas que precisam ser examinadas. [1]
Pode ser aplicado anestésico local para reduzir a sensibilidade. O exame pode causar pressão no nariz, vontade de espirrar, tosse ou desconforto. Informe o que estiver sentindo; a equipe pode ajustar a passagem do aparelho ou interromper a avaliação quando necessário. [2]
Preparo e cuidados depois do exame
Confirme com a equipe se há orientação de jejum e informe medicamentos em uso, alergias, episódios importantes de sangramento nasal e cirurgias ou traumas recentes no nariz. Não suspenda medicamentos por conta própria. O preparo depende da avaliação e do procedimento planejado. [2]
Se houver anestésico que deixe a garganta dormente, aguarde a liberação da equipe para comer ou beber. A sensibilidade precisa voltar para que a deglutição seja segura. Podem ocorrer irritação passageira, tosse ou pequeno sangramento nasal. Sintomas intensos ou persistentes precisam ser comunicados ao serviço responsável. [3]
O que o exame consegue esclarecer?
As imagens mostram estruturas e movimentos da região examinada. Elas podem orientar tratamento, acompanhamento ou investigação complementar. Uma lesão suspeita pode precisar de biópsia, com análise de tecido; a aparência na câmera não substitui essa análise. [1]
O exame das vias aéreas também pode contribuir para avaliar sua anatomia em pessoas com ronco. A nasofibrolaringoscopia feita com o paciente acordado não confirma sozinha apneia do sono. A investigação da apneia utiliza avaliação clínica e exame do sono indicado para cada situação. [5]
Perguntas frequentes
Nasofibrolaringoscopia e laringoscopia são a mesma coisa?
A nasofibrolaringoscopia é uma forma de examinar a laringe com aparelho flexível pelo nariz. O termo laringoscopia também abrange outros métodos, como a avaliação com aparelho rígido. O médico escolhe a técnica conforme a informação necessária. [6]
O exame inclui biópsia?
Não automaticamente. Observar a região e retirar uma amostra de tecido são procedimentos diferentes. Se houver indicação de coleta, o médico explicará o acesso, o preparo e os cuidados correspondentes. [1]
Posso respirar enquanto o aparelho está no nariz?
Durante o exame flexível habitual, o paciente continua respirando. Avise se houver sensação de falta de ar ou se o desconforto impedir a avaliação. [2]
É possível garantir que não haverá desconforto?
A sensibilidade varia entre as pessoas. O anestésico local, quando utilizado, pode reduzir o incômodo, mas não garante ausência de desconforto. [3]
Referências bibliográficas
- National Library of Medicine. Laryngoscopy and nasolaryngoscopy. MedlinePlus. Consultar.
- Northumbria Healthcare NHS Foundation Trust. Nasendoscopy. Consultar.
- Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust. Vocal cords and larynx examination with flexible nasendoscopy. Revisão institucional: janeiro de 2026. Consultar.
- American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery Foundation. Voice Problems: Updates to Treatment and Care of Patients with Hoarseness. 2018. Consultar.
- Kapur VK et al. Clinical Practice Guideline for Diagnostic Testing for Adult Obstructive Sleep Apnea. Journal of Clinical Sleep Medicine. 2017;13(3):479–504. Consultar.
- American Academy of Otolaryngology–Head and Neck Surgery. Position Statement: The Roles of Flexible Laryngoscopy Videostroboscopy. 2016; revisão institucional em outubro de 2024. Consultar.
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