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Instituto da Tireoide e Laringe Instituto da Tireoide e Laringe

Tireoidectomia total e parcial

Tireoidectomia é a cirurgia que retira toda a tireoide ou parte dela. A extensão da retirada depende do diagnóstico e da avaliação individual. American Thyroid Association

Quando a cirurgia pode ser indicada?

A avaliação cirúrgica pode ser necessária diante de câncer confirmado ou de um nódulo suspeito, bócio (aumento da tireoide) que comprima estruturas do pescoço ou hipertireoidismo (excesso de hormônio tireoidiano) em situações selecionadas. Alguns nódulos com diagnóstico indefinido também podem precisar de cirurgia para esclarecer sua natureza. ATA e UCLH

Um nódulo benigno não precisa ser retirado apenas por existir. A investigação considera características da ultrassonografia, função hormonal e resultado da punção, quando indicada. Essa etapa é explicada na página de avaliação de nódulos na tireoide. INCA

O que muda entre tireoidectomia total e parcial?

A tireoidectomia total remove toda a glândula. Após a operação, é necessária reposição hormonal com levotiroxina por toda a vida. A dose é ajustada pelo médico.

A tireoidectomia parcial remove uma porção da tireoide, geralmente um dos dois lobos, procedimento chamado lobectomia. Preservar o outro lobo permite manter produção hormonal, mas não garante que a reposição será dispensada. ATA

No câncer diferenciado, as diretrizes ATA de 2025 para adultos admitem lobectomia em casos selecionados de doença localizada e baixo risco. Extensão além da glândula e linfonodos comprometidos podem exigir cirurgia mais ampla. Alguns tumores papilíferos muito pequenos e de baixo risco permitem discutir vigilância ativa, com acompanhamento estruturado e critérios específicos. Diretrizes ATA, recomendações 11 e 15

Como o cirurgião define a extensão da operação?

O planejamento reúne laudos, localização da doença em um ou nos dois lobos, sintomas e função hormonal. No câncer, avalia também a extensão e os linfonodos do pescoço. Preferências do paciente e possibilidades de acompanhamento entram na conversa. ATA, recomendação 15

A cirurgia pode tratar a doença identificada ou esclarecer o diagnóstico. Alternativas têm indicações próprias. A radioablação da tireoide pode ser discutida em determinados nódulos; sua adequação precisa ser avaliada antes de compará-la à cirurgia. UCLH

Como são o preparo e a cirurgia?

A equipe revisa exames, condições clínicas e medicamentos e faz a avaliação anestésica. Jejum e eventuais mudanças na medicação precisam de orientação individual. Não suspenda anticoagulantes, hormônios ou outros remédios por conta própria. UCLH

Informe se já tem rouquidão ou passou por cirurgia no pescoço. A avaliação da voz faz parte do preparo; em algumas situações, é necessário examinar a laringe antes da operação. ATA, recomendação 22

A tireoidectomia é realizada sob anestesia geral. O acesso convencional usa uma incisão na frente do pescoço. Dreno e tempo de internação dependem do procedimento e da evolução após a cirurgia. UCLH

Quais riscos precisam ser discutidos?

Os riscos incluem sangramento com hematoma (acúmulo de sangue), infecção, cicatriz e complicações da anestesia. Nervos próximos à tireoide participam do controle da voz; uma lesão pode causar alteração temporária ou permanente. A monitorização dos nervos, quando utilizada, não elimina esse risco. ATA

Se você usa a voz para trabalhar ou cantar, conte isso ao cirurgião antes da operação. Pergunte como serão avaliadas possíveis mudanças na força da voz ou no alcance das notas, além da rouquidão. ATA

A queda do cálcio preocupa especialmente após retirada total ou cirurgia de complementação. Pode ocorrer quando as paratireoides, glândulas próximas à tireoide que regulam o cálcio, têm sua função afetada. O acompanhamento define se é preciso usar cálcio e vitamina D temporariamente ou por mais tempo. UCLH

O que observar na recuperação?

Desconforto na incisão, irritação na garganta e rigidez no pescoço podem ocorrer no início. Já um aumento súbito do pescoço, sobretudo com dificuldade para respirar ou engolir, exige atendimento de emergência. Não espere resposta por mensagem. Formigamento ao redor da boca ou nos dedos e câimbras podem indicar queda do cálcio e precisam ser comunicados prontamente à equipe. ATA: cuidados após a cirurgia

Siga as orientações de alta para medicamentos, ferida e atividades. O retorno ao trabalho e aos exercícios depende da recuperação e do tipo de esforço. Veja o percurso em recuperação após tireoidectomia.

Como se preparar para a consulta?

Leve os exames e a lista dos medicamentos que usa. Pergunte qual problema a cirurgia pretende tratar, por que foi proposta retirada total ou parcial e quais alternativas se aplicam ao diagnóstico.

O Instituto da Tireoide e Laringe atende em Goiânia. Conheça o Dr. Francisco Amorim, médico, CRM-GO 14221, especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço, RQE 6935. Consulte as informações de atendimento ou entre em contato para agendar uma avaliação.

Perguntas frequentes

Depois de retirar um lobo, posso precisar de outra cirurgia?

Pode haver indicação de retirar o tecido restante se o exame anatomopatológico (análise do tecido retirado) mostrar características que mudem o tratamento. Encontrar câncer após uma lobectomia não significa, por si só, que uma segunda operação será necessária. A decisão considera o risco da doença e a finalidade da complementação. ATA, recomendação 16

Toda tireoidectomia exige tratamento com iodo radioativo?

O iodo radioativo é um tratamento complementar para situações selecionadas de câncer, especialmente dos tipos papilífero e folicular. Sua indicação depende do diagnóstico e do risco da doença. Ele tem função diferente da levotiroxina usada para reposição hormonal. INCA

Referências bibliográficas

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