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CÂNCER, O INIMIGO DO MUNDO MODERNO

 O câncer é um daquelas palavras que muitas vezes é reprimida ao ser pronunciada pelas pessoas como forma de evitar que o grande mal seja repelido e que possa estar bem longe das mesmas. O câncer não acomete somente o enfermo, mas atinge toda a sua família e amigos, e como em uma batalha hercúlea os deixa desolados quando a doença progride e felizes quando a batalha está vencida, com o câncer já curado. 

Tendemos a pensar em câncer como uma doença moderna porque é uma enfermidade da civilização moderna, não tanto pelos malefícios causados por ela, mas porque, com o prolongamento da vida humana e mudanças dos seus habito, o câncer faz inúmeras vítimas a cada ano. Somente na segunda metade do século XX é que se intensificou a batalha homérica da medicina contra este inimigo do mundo moderno. Conhecer profundamente os mecanismos das células tumorais e como elas agem no nosso organismo envolve o trabalho de muitos profissionais nos mais modernos centros hospitalares e laboratórios de última geração. 

Como a célula normal, a célula cancerígena depende do crescimento no sentido básico e primário, ou seja, a partir de uma célula forma-se outras duas e assim sucessivamente. Na célula normal este crescimento é primorosamente controlado e este mecanismos de controle do ciclo celular atuam como um sistema de liga e desliga, de forma que o próximo evento se inicia, após um checklist de segurança celular, com o término do evento anterior.

Esses mecanismos são de extrema importância, pois a proliferação descontrolada das células pode resultar na formação do câncer. Na situação de descontrole celular, o câncer mostra-se como uma doença de superprodução, de crescimento fulminante, impossível de parar, inclinado sobre o abismo do desequilíbrio.

O câncer é uma máquina incapaz de saciar o comando do controle normal e transforma-se em um dispositivo, muitas vezes, indestrutível – por vezes como se nos ensinasse a sobreviver e a viver aquele momento que não tivemos a oportunidade de valorizar. A célula cancerígena é desesperadamente impiedosa, feroz e impaciente, sem âncoras que a façam ficar presa em um mesmo local, ela pode migrar de uma região para outra (metástase) invadir tecidos criando novas colônias de células malignas, buscando refúgio em órgãos e tecidos e transformando sua anatomia normal em uma paisagem hostil e desumana.

O câncer é uma das maiores batalhas da medicina moderna

Em séculos passados a visão deste inimigo não se fazia diferente, o que encorajava grandes cirurgiões da época a desafiar o câncer a duelar com o seu próprio bisturi.  Halsted foi um deste heróis da medicina que reconhecia a punição física das suas cirurgias ao desfigurar o corpo de suas pacientes nas gigantescas cirurgias de mama, técnica cirúrgica que ele mesmo a denominou de mastectomia radical, usando a palavra radical, do latim raiz; ele queria na verdade extirpar o câncer como um todo, desenraizando-o da sua origem.

O câncer não tem uma causa única, há diversas causas: externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). A grande maioria, 80% e 90%, dos casos de câncer estão associados a causas externas, hábitos de vida dos pacientes, principalmente consumo de cigarro e bebida alcoólica. 

Mas o câncer não é apenas uma doença clonal, é uma doença que evolui. Se o crescimento ocorresse sem evolução, as células cancerígenas não seriam dotadas da poderosa capacidade de invadir, sobreviver e enviar metástase para diferentes partes do corpo. Este mecanismo do ciclo de mutação, seleção e crescimento exagerado faz com que os clones cancerígenos mutantes tornem-se mais capazes de sobreviver e resistir aos tratamentos que podem ser instituídos (cirurgia, quimioterapia, radioterapia) dando-lhes a capacidade de continuar atacando novos tecidos, uma verdadeira seleção Darwiniana.

 Foi na época de Hipócrates que o termo para câncer apareceu pela primeira vez na literatura médica: Karkinos, palavra Grega que significa caranguejo. O tumor com os vasos sanguíneos a sua volta fez Hipócrates pensar em um caranguejo enterrado na areia com as patas abertas em círculo. Outra palavra grega que está ligada a história do câncer é: ONKOS, este termo era usado pelos gregos para designar uma massa ou uma carga pesada, os gregos imaginavam o câncer como um fardo carregado pelo corpo. Na tragédia Grega o mesmo termo ONKOS era usada para designar a máscara que era carregada por um personagem para denotar o peso psíquico que o mesmo suportava. Hoje, este radical grego funciona como base do significado da palavra oncologia. A oncologia é uma especialidade médica responsável pelo tratamento de diversos tipos de tumores. O tratamento do câncer diferencia-se de outros tratamentos, enfermidades benignas, por exemplo, devido à complexidade da doença, isto quer dizer que em muitas situações necessita-se de uma equipe de profissionais multidisciplinar que trabalhem em conjunto para promover e manter a qualidade de vida do paciente. Uma das maiores promessas na oncologia é a individualização do tratamento. Hoje, modernos testes moleculares ajudam a determinar qual tratamento e qual droga será mais eficaz contra aquele tumor em específico, baseado em seu perfil genético e outras análises. Exterminar o câncer com um tratamento personalizado, este parece ser o futuro. 

Apoio e informação podem ajudar na batalha contra o câncer

O dia 4 de fevereiro é considerado o dia Mundial do Câncer, a data tem como objetivo conscientizar governos e a população mundial   para que se mobilizem pela prevenção e controle do câncer, evitando milhões de mortes a cada ano. Apesar do triste número de vítimas acometida por esta moléstia, é importante que as pessoas saibam que o câncer, na maioria das vezes, pode ser evitado por meio de iniciativas de prevenção, é possível prevenir até 30% dos casos de câncer com estratégias adequadas e cada vez são maiores os números de pacientes que se beneficiam com esta prevenção e desta forma podem ser tratados de maneira efetiva e curativa. 

Nós do Instituto da Tireoide & Laringe, lutamos a cada dia na prevenção e combate ao câncer da cabeça e do pescoço (principalmente os canceres da tireoide e da laringe), oferecendo aos nossos clientes um tratamento humanizado e individualizado, como forma de oferecer a melhor terapia para cada caso e para cada paciente. Lembre-se que na luta contra o câncer é necessário que as pessoas adquiram o costume de fazer um check-up médico regularmente, prevenção e diagnóstico precoce ainda representam ótimas armas para combater o inimigo do mundo moderno. 

 

Dr. Francisco Amorim  CRM 14221
Cirurgião de Cabeça e Pescoço
Especialista em Cirurgia de Cabeça e Pescoço pela Sociedade Brasileira de Cirurgia de Cabeça e Pescoço – SBCCP
Diretor Técnico do Instituto da Tireoide & Laringe