Instituto da Tireoide e Laringe

Parotidite Recorrente Juvenil – nova esperança de tratamento para uma velha doença

A parotidite recorrente juvenil (PRJ) é uma doença inespecífica, de causa desconhecida. Apresenta-se como uma inflamação unilateral ou bilateral da glândula parótida, ocorrendo em dois ou mais episódios antes da puberdade. Este tipo de enfermidade na população pediátrica é responsável por até 10% de todas as doenças das glândulas salivares. A parotidite recorrente juvenil representa a segunda causa mais comum de parotidite na infância, ficando atrás apenas do paramixovírus (caxumba). Outros tipos de doenças com potenciais de parotidite incluem: infecção bacteriana e doenças autoimunes, como a síndrome de Sjögren e lúpus. 

Os sintomas que podem aparecer na parotidite recorrente juvenil incluem: 

  • Inchaço e/ou dor repetidas vezes na glândula parótida. 
  • Eliminação de secreção purulenta pelo canal parotídeo que desemboca na cavidade oral. 
  • Febre e mal-estar, o que muitas vezes leva as crianças a repetidas visitas ao pronto-socorro infantil.

A parotidite recorrente juvenil costuma comprometer apenas uma glândula parótida, mas pode ocorrer bilateralmente com sintomas geralmente mais acentuados em um dos lados. A idade de início em que geralmente a doença aparece é por volta dos três a seis anos, ou por volta dos nove a 11 anos. Na maioria dos pacientes, os sintomas desaparecem quando entram na adolescência. O diagnóstico da parotidite recorrente juvenil é baseado no quadro clínico e pode ser confirmado por estudo ultrassonográfico. A ressonância magnética (RM) e a sialografia por RM também podem ser utilizadas para o diagnóstico desta enfermidade. 

Nos últimos anos, a sialoendoscopia, realizada em diferentes centros médico de referência para o diagnóstico e tratamento da parotidite recorrente juvenil, vem apresentando altas taxas de sucesso e baixa morbidade, o que justifica o uso desta ferramenta diagnóstica e terapêutica neste tipo de doença. A sialoendoscopia nesses pacientes auxilia no entendimento da patologia, descartando qualquer causa localizada, além de apresentar uma função terapêutica.  

Os corticoides que estão sendo usados sistemicamente para parotidite recorrente juvenil, agora podem ser aplicados diretamente no local desejado (glândula salivar) através deste microendoscópio. Isso aumenta a eficácia e reduz os efeitos sistêmicos secundários do tratamento com esteroides, refletindo num melhor controle global e/ou taxa de cura desta doença.  

O que observamos nas revisões sistemáticas dos artigos científicos acerca da parotidite recorrente juvenil é que a sialoendoscopia de parótida se mostra eficaz como tratamento primário na prevenção de sintomas recorrentes desta doença, e que as complicações relacionadas a este procedimento são baixas e de gravidade leve.

Como é feita a sialoendoscopia? 

O médico guiará um microendoscópio até o ducto da glândula salivar pela boca. Se a abertura estiver muito apertada, ela poderá ser dilatada suavemente para acomodar o sialoendoscópio. O médico usará o microendoscópio para irrigar o interior da glândula (ductos) com solução salina para remover resíduos e para administrar eventuais medicações. 

Para que serve a sialoendoscopia? 

A sialoendoscopia pode ser utilizada tanto para fins diagnósticos quanto terapêuticos, e muitas vezes podem ser realizadas estas duas propostas em um único procedimento. Este é um procedimento minimamente invasivo, por isso as complicações associadas à sialoendoscopia são geralmente menores e, na maioria das vezes, temporárias. Lembre-se de que a parotidite recorrente juvenil se trata de uma inflamação repetida das glândulas parótidas e que em algumas situações, esta doença pode até ser considerada como um sinal de existência de outras enfermidades de etiologia imunológica/autoimune. Portanto, fazer um diagnóstico, acompanhamento e tratamento precoce pode melhorar e muito o prognóstico e qualidade de vida da criança. 

Se você quer saber mais informações sobre esta nova tecnologia que estamos utilizando em Goiânia (sialoendoscopia), entre em contato conosco no Instituto da Tireoide&Laringe

Dr. Francisco Amorim   CRM 14221
Cirurgião de Cabeça e Pescoço
Diretor Técnico do Instituto da Tireoide & Laringe

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